Vídeo de Luís Isabelinha.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Alice Vieira

Ilustração para a festa comemorativa dos 30 anos de carreira literária de Alice Vieira.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Filme: Enciclopédia da Estória Universal (book trailer)
Imagem do storyboard:

O filme foi sonorizado por José Mendes e animado por Estrela Lourenço.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Enciclopédia da Estória Universal

Texto da contracapa:
Este é um livro de factos - e de ficções, burlas, citações - esquecidos ou ignorados pela História e encruzilhados uns nos outros em forma de labirinto. Um espaço entre mordomos e coronéis, metáforas, mentiras, assassínios, deuses duplos, cabalistas fabulosos, ascetas hindus e narrativas absolutamente orientais.
«A matemática e a música são exactamente a mesma coisa (exceptuando, talvez, um ou outro sucesso pop). Todavia, num baile em Crotona, Pitágoras percebeu a atroz realidade. A música era capaz de fazer dançar a mais bela rústica, bem como a mais certeira pítia de Delfos. Feito que nunca conseguiria igualar exibindo o seu áspero teorema.»
«Quando se nasce, a nossa morte sai do túmulo, como nós do ventre. Devagar, corcunda e velha, contrasta com a nossa juventude. Nós somos crianças quando ela é uma velha enrugada, fraca e decrépita. E todos nós vamos envelhecendo enquanto ela vai rejuvenescendo. A certa altura da vida, os dois rostos, o nosso e o da nossa morte, cruzam-se e são iguais como num espelho. Acontece por volta dos trinta. Por isso, quando um homem antes de morrer vê a cara da morte, nesse trágico instante, ela tem a cara que nós tínhamos quando saltámos do ventre materno: uma cara de bebé recém-nascido.»
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Livro: RIMAS PERFEITAS, IMPERFEITAS E MAIS-QUE-PERFEITAS




Texto de Alice Vieira.
Livro: DOM MÍNIMIO, O ANÃO ENORME E OUTRAS HISTÓRIAS



Texto de Luísa Costa Gomes.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Crónicas
Fiquei em primeiro (ex aequo) no desafio de crónicas da Câmara de Deputados de Brasília.
Fica aqui uma crónica de exemplo. O tema é a burocracia:
Todos nos lembramos de, em criança, contarem-nos histórias terríficas – nas noites de inverno à volta da lareira – de fantasmas, mortos-vivos, almas penadas e monstros nefandos. A mim, essas histórias não diziam nada: na altura não ligava muito ao que se passava na política. As que me provocavam verdadeiramente o horror – o mesmo horror de Conrad (Horror! Horror! Dizia ele) – eram as histórias de repartições públicas, especialmente de finanças. Destas recordo, com especial insónia, a do Sétimo Bairro Fiscal, mesmo ao pé da casa dos meus pais. Contaram-me – e juravam ser verdade – que muitos papéis que lá entraram nunca mais saíram. Lembro-me especialmente bem da história duma certidão que foi brutalmente carimbada para, no final, ser amarrotada e, horror, despejada no lixo por baixo de uma secretária obsoleta. Uma certidão que nem sequer tinha feito dezassete anos.
De resto, uma pessoa comum, sem treino militar específico, quando atacada pela burocracia, tem muito poucas possibilidades de sobreviver. Mesmo que ande com crucifixos e estacas de madeira.
Um amigo dum amigo (não vou dizer nomes) entrou um dia num desses edifícios para pedir uma certidão. À sua frente surgiu um homem fabuloso – que poderia ser um mito grego – com aqueles óculos de massa que caracterizam todos os mitos clássicos, um metro e sessenta de altura, calvo e camisa aos quadrados. O amigo do meu amigo disse-lhe com uma coragem de pedra vulcânica:
– Queria uma certid...
O outro interrompeu-o com a sua voz de abismo, helénica, naquele tom de quem pede desculpa:
– É muito simples: tem de me trazer uma cópia do cartão de cidadão assinada e autenticada em notário, um ganso-patola-de-patas-azuis autografado por Darwin e o cartão de eleitor. Ainda acresce trazer uma prova inequívoca da existência de Deus sem qualquer referência a São Tomás de Aquino, bem como uma declaração de impostos do ano transacto e um elefante indiano. Evidentemente, todos os papéis deverão ser verdes.
O amigo do meu amigo ficou lívido percebendo que ali, mesmo à sua frente, encontrava-se o absurdo da existência. E quem diria que o absurdo da existência usava camisa aos quadrados e óculos de massa?
O amigo do meu amigo perguntou:
– Como verdes?
A Esfinge teve dó:
– Calma – disse ele, jocoso, enquanto o amigo do meu amigo recuperava as cores –, estava a brincar. Os papéis não têm que ser verdes. Podem ser brancos desde que assinados pelo segundo rei da primeira dinastia sueca.
Eu próprio entrei nessa mesma repartição num dia de coragem. O prédio fica numa rua paralela à antiga casa dos meus pais, entre o período Câmbrico e o Paleolítico Superior, mesmo numa esquina. Lá dentro, junto a um balcão é possível ver vários fósseis da era Neoproterozóica, entre eles uma máquina de escrever e um ábaco assírio. Também existem raridades de períodos mais recentes: O elo perdido do darwinismo, por exemplo, está no gabinete à esquerda de quem entra. Felizmente evita atender ao balcão.
A fila era grande, mas eu tinha uma vida inteira pela frente (de qualquer modo levava comigo os papéis para a aposentadoria, não fosse aquilo prolongar-se mais do que esperava). Quando, enfim, chegou a minha vez, respirei fundo e dirigi-me a um funcionário que me lançou um olhar tão burocrático que quase lhe estendi o meu número de contribuinte e uma requisição do médico antes que ele me pedisse qualquer coisa. Senti o horror no corpo.
Ele interpelou-me invectivando um rol de coisas necessárias e eu reagi sem temperança, mas em legítima defesa:
–Vocês representam o que de pior há na sociedade, seus burocratas! – gritei eu.
– Mentira! Nós aqui nunca representamos. Somos genuínos – contra-atacou ele, calmamente, com o seu porte de dossier dos anos setenta.
– Não passam duma invenção de Kafka – continuei eu, ameaçando-o com o meu colar de alhos. – Um produto do Império Austro-Húngaro.
– Ha, ha, ha! – riu o monstro. – Isso é uma superstição tola que pretende colmatar a ignorância humana, uma teoria infantil que aspira explicar todas aquelas coisas que a humanidade não entende. Kafka nem sequer é considerado um dos nossos profetas. A verdade é que a primeira repartição nasceu em Minos, foi uma criação de Dédalo. Julgava, o senhor, que o labirinto de Creta tinha voltas sobre voltas, voltas e mais voltas, julgava que era uma coisa imensa em forma de intestinos? Não seja ridículo. Eram apenas alguns arquivos, carimbos e um balcão. Veja a genialidade dos gregos antigos! Um labirinto com menos de vinte metros quadrados e apenas um funcionário.
O homem calou-se enquanto fingia arquivar uma folha. Depois olhou-me com a sua voz tímida e vociferou com aqueles olhos de tempo perdido:
– Somos engraçados.
– Como assim?
– É o que as pessoas nos dizem quando, educadamente, referimos a necessidade primária de adquirir certo papel-para-ter-outro-papel-que-por-sua-vez-precisa-de-outro papel-e-respectivo-selo (e isto ad infinitum). Dizem, ao ouvir isto, que somos uma anedota. Nós, caro senhor, fazemos rir. Temos sentido de humor.
– Isso só pode ser piada.
– Viu?
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Livro: ERA UMA VEZ UM REI CONQUISTADOR





Sobre D. Afonso Henriques, escrito por José Jorge Letria.
terça-feira, 26 de maio de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
António Manuel Couto Viana

Ilustração oferecida ao autor na festa de lançamento/homenagem organizada pela Texto Editores.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Postais de Natal


Cin, as cores do Natal. Com textos de Ana Maria Magalhães, Valter Hugo Mãe, Pedro Sena-Lino, Rosa Lobato Faria, David Machado, Mário Cláudio e Manuel Alegre.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Guerra das bandas


Projecto aprovado no concurso do ICA (Instituto do Cinema e do Audiovisual) para desenvolvimento de longa metragem.
sábado, 13 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Livro: A Carne de Deus

"Neste primeiro romance de Afonso Cruz, um thriller satírico e psicadélico, cheio de aventura e suspense, a Maçonaria encontra-se profundamente envolvida numa geometria criminosa, onde é revelado esse enigma nebuloso que tem sobrevivido nos cantos mais escuros da civilização: o consumo da Carne de Deus."
Crítica da revista LER:
"Conrado Fortes e Lola Benites são dois personagens que merecem futuro como investigadores -- e como repositórios de pequenas esquizofrenias ou manias. Afonso Cruz reúne outros personagens de mérito, numa galeria de loucos e de acontecimentos que surpreendem o leitor e lhe tiram o tapete, convocando organizações secretas, uma sólida e divertida cultura clássica, uma imaginação delirante e um conhecimento profundo da matéria religiosa. Um primeiro romance promissor."
Crítica da revista "Os Meus Livros":
"O livro de estreia de Afonso Cruz é uma sátira policial, repleta de boas tiradas, como o casamento entre Rigaut e a mulher, umas verdadeiras bodas alquímicas, um casamento entre o espírito e a matéria: ela com espírito de sacrifício e ele com matéria gorda. A imaginação faz-se sentir mais nas frases do que nas constantes reviravoltas da história (que percorre diversos países, até ao Brasil, onde tem lugar uma sequência magnífica sobre o candomblé, incluindo um diálogo indescritível). A própria metáfora do segredo perseguido remete para o dom maior do ser humano, a sua capacidade de imaginar e viajar nas asas do sonho, onde é bom andar sem norte. Até porque as leis são como as rotundas, são para contornar."
domingo, 22 de junho de 2008
Livro: Os Cromos da Bola




Tetxos de José Jorge Letria, editado pela Oficina do Livro.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
segunda-feira, 26 de maio de 2008
T-shirt The Soaked Lamb

Servida em embalagem de carne.
Um borrego que engoliu um lobo. Pode acontecer.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Upa, upa

Ilustração para a Associação Encontrar-se. Contra a discriminação das doenças mentais.
sábado, 17 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Filme: Frescos - Campanha Intermarché

Este é um exemplo de uma série de cinco filmes realizados em conjunto com Tiago Albuquerque. O grafismo também foi culpa de ambos.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Filme: DOIS DIÁRIOS E UM AZULEJO


Três curtas adaptadas de contos de Mário de Sá-Carneiro que realizei em conjunto com Luís Alvoeiro e Jorge Margarido.
domingo, 4 de maio de 2008
sábado, 3 de maio de 2008
Filme: O Balão do João

Imagens do storyboard. Este filme foi um dos vários que realizei para o programa da RTP "Jardim da Celeste".
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Filme: Números

Exemplos de uma série de cerca de duzentos filmes realizados e criados em conjunto com Tiago Albuquerque para campanha Intermarché.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Currículo
Nasceu em 1971, na Figueira da Foz e estudou nas Belas Artes de Lisboa, no Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e na António Arroio.
Trabalhou como animador em vários filmes e séries tais como “A Maravilhosa Expedição às Ilhas Encantadas”; pilotos de “A Demanda do R”, “Toni Casquinha”, “Óscar”, “As aventuras de João sem Medo”; e vários filmes de publicidade.
Fez layouts para alguns episódios da série “Angelitos” e realizou vários filmes de “O Jardim da Celeste”, “Rua Sésamo” e “Ilha das Cores”.
Juntamente com mais duas pessoas, realizou uma curta-metragem chamada “Dois Diários e um Azulejo”, que ganhou duas menções honrosas (Cinanima e Famafest), um prémio do público e participou em diversos festivais internacionais. Também foi o realizador de “O Desalmado” e da série “Histórias de Molero” (uma adaptação do livro de Dinis Machado, “O Que Diz Molero”). Para publicidade destaca-se a campanha Intermarché onde, juntamente com Tiago Albuquerque, realizou mais de duzentos filmes durante os anos de 2006 e 2007.
Publicou várias ilustrações na revista “Rua Sésamo” e “Patinhos” (Correio da Manhã), criou mascotes, trabalhou para livros infantis e juvenis, manuais escolares, storyboards e publicidade. Ilustrou nos últimos dois anos os seguintes livros: “Elvis, O Rei do Rock” (Texto Ed.), “O Dia em Que Mataram o Rei” (Texto Ed.), “Henriqueta, a Tartaruga de Darwin”, "Galileu à Luz de Uma Estrela" (texto Ed.)“Cromos da Bola”, “O Livro do Natal”, "Era Uma Vez um Rei Conqusitador" (Oficina do Livro), "A Minha Primeira República" (D. Quixote) todos com textos de José Jorge Letria; “Bichos Diversos em Versos” (Texto Ed.) de António Manuel Couto Viana; “Férias na Casa do Vento” (Ed. Verbo) de Paula Castro Rosa, “A Menina Pássaro” (Ed. Verbo), vários autores; “Livro com Cheiro a Baunilha” (Texto Ed.) de Alice Vieira; “Histórias de Reis e Princesas” de António Torrado (Ed. Asa); quatro livros da colecção Gramofone (Texto Ed.) com textos de Alice Vieira, Margarida Fonseca Santos, Rosário Alçada Araújo e Luísa Costa Gomes.
Em 2007 gravou um disco com a banda de que é membro, The Soaked Lamb, para o qual compôs todos os originais, escreveu letras, tocou guitarra, harmónica, banjo, ukulele e cantou.
Também escreve: foi redactor de publicidade na multinacional Lowe and Partners; e em Junho de 2008 foi lançado o seu primeiro romance, pela editora Bertrand, chamado “A Carne de Deus”. Em 2009 viu editado o livro "Enciclopédia da Estória Universal" pela Quetzal.














































































